* O Prumo

imagesCAQJ18AZDesde tempos imemoriais o ser humano precisou de ferramentas para desenvolver sua civilização. Muitas foram criadas a partir do acaso e outras pelo primitivo rasozinho das necessidades. Todas as ferramentas criadas até hoje podem ser classificadas em dois grupos, as mecânicas, ou de trabalho, e as geométricas ou de desenho e cálculo.
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Na Maçonaria atual a régua, o compasso, o esquadro, o nível e o prumo são elementos de forte simbologia institucional, mas na realidade todos eles são ferramentas anteriores á nossa história. Estes elementos antigamente reuniram-se para formar instrumentos de medição e de desenho que guiaram aos Atlantes, Sumérios e Egípcios a cruzar oceanos muito antes que os Vikings ou Cristóvão Colombo, também foi o segredo da construção de obras megalíticas piramidais e arcos medievais.

De todos os antigos povos que ajudaram a construir a nossa civilização de hoje há um que pode ser facilmente identificado por um símbolo muito conhecido. Trata-se dos Celtas, cultura relacionada à mais antiga forma de CRUZ, uma das principais formas na arte deste povo 1700 anos a.C... Antigos documentos, em poder de Fraternidades Iniciáticas autênticas, descrevem esse emblema como uma das mais antigas formas de "cruz" - sob o estranho nome de "ABERLEMNO".

Existem numerosas representações da cruz também combinada com um círculo ao longo da história da cristandade. A chamada Cruz do Sol, que tem sua origem no paganismo do Nor-oeste Europeu e hoje denominada a cruz pagã.

O Passado tem mesmo muito a revelar já que os mitos, lendas e crenças acabaram distorcendo a realidade chegando a criar histórias incríveis, por exemplo esta cruz que na realidade não tem origem Céltica, mas sim é uma imagem ou esboço de um instrumento de medição muito mais antigo utilizado também por eles.

Trata-se de um fantástico e altamente preciso instrumento para medição de ângulos e distâncias, um antigo antecessor do Teodolito combinado com um Sextante. Com ele avaliam-se distâncias siderais, pode-se medir a terra e é capaz de posicionar qualquer estrela do nosso firmamento. Foi a base da Geometria, da Matemática, da antiga Astronomia, da Cartografia e até mesmo da medição do tempo.

Neste instrumento reúnem-se o esquadro, a régua e o nível e a combinação deles proporciona ao operador cientifico diferentes possibilidades de leitura.
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Todas estas ferramentas estiveram presentes nas três eras da Maçonaria.
- Maçonaria Primitiva.
- Maçonaria Operativa
- Maçonaria Especulativa.

Na maçonaria primitiva a cruz, ou instrumento, era utilizado para observação e medição do firmamento. Durante milhares de anos a humanidade se esforçou em avaliar e entender a geometria sagrada do Universo reconhecendo constelações, galáxias e levando seu entendimento a cartas astrológicas e calendários sazonais que orientavam as comunidades a plantar ou coletar, assim como também os ciclos das enchentes como a do Nilo, vitais para o desenvolvimento da civilização egípcia.

Na maçonaria Operativa estes instrumentos foram utilizados nas pedreiras e na construção de projetos imponentes, nestes casos a cruz era o melhor aliado do construtor para erguer seus edifícios com perfeição geométrica utilizando, também, os conhecimentos de astronomia dos maçons primitivos.

Desde as pirâmides até as catedrais góticas a cruz foi utilizada junto com os outros elementos conhecidos pela irmandade para orientar e erguer suas obras.
Já na maçonaria Especulativa a cruz simboliza o estandarte de Jesus Cristo e as ferramentas passarem a ter um significado simbólico ou filosófico dentro da liturgia ou Rituais da Franco Maçonaria.

Com tudo nas três etapas de nosso desenvolvimento observa-se um elemento comum ao longo do caminho, utilizado tanto na astro-física primitiva como na arquitetura medieval e na filosofia contemporânea, trata-se do “Prumo”. Elemento simples de grande utilidade já que está relacionado a uma força constante e regular da terra, a gravidade.

Aproveitando este parâmetro, o prumo pode ser utilizado como marcador em um quadro tabulado da cruz celta; também como ferramenta básica na construção civil; ou como principal regra em nossas vidas. Simbolicamente, o Prumo possibilita verificar a correta fundamentação do crescimento intelectual, trazendo o conhecimento necessário para possibilitar a aplicação precisa da força através da razão, denotando a profundidade exigida para nossas observações e estudos, de forma a garantir a estabilidade da obra.

Em suma, o papel do Prumo foi, e sempre será, controlar a intelectualidade do homem, fundamentando à luz da razão. Sendo um instrumento, uma ferramenta ou símbolo, foi o elemento primário que acompanhou a humanidade a adquirir todos seus conhecimentos retificando os desvios durante o caminho da sabedoria.

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